{"id":176,"date":"2018-06-06T22:57:29","date_gmt":"2018-06-07T01:57:29","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.parmagnetico.com.br\/?p=176"},"modified":"2021-08-18T17:10:35","modified_gmt":"2021-08-18T20:10:35","slug":"o-que-sao-emocoes-herdadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/?p=176","title":{"rendered":"O QUE S\u00c3O EMO\u00c7\u00d5ES HERDADAS?"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;\"><strong>O que s\u00e3o Emo\u00e7\u00f5es Herdadas?<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Estas emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o facilmente descobertas durante a terapia de Desbloqueio Emocional Magn\u00e9tico &#8211; DEM<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Muito vivenciamos que quando estamos estressados ou cansados nosso sistema imunol\u00f3gico baixa a guarda para doen\u00e7as oportunistas, o que n\u00e3o percebemos \u00e9 que antes do sistema imunol\u00f3gico deprimir o sistema imunol\u00f3gico emocional estava alterado.<\/div>\n<div>Atualmente manter o sistema emocional equilibrado \u00e9 visto como imprescind\u00edvel para n\u00e3o firmarmos cama pat\u00f3gena.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Hoje muitas pessoas tomam suplementos e vitaminas e com frequ\u00eancia ficam doentes, n\u00e3o tem disposi\u00e7\u00e3o, vigor, energia, tem uma baixa imunidade, isso por qu\u00ea?<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Isso se d\u00e1 porque o seu terreno biol\u00f3gico n\u00e3o est\u00e1 bem cuidado. A ecologia do corpo n\u00e3o est\u00e1 em equil\u00edbrio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O terreno biol\u00f3gico \u00e9 a predisposi\u00e7\u00e3o emocional individual ao desequil\u00edbrio. Cuidar do terreno biol\u00f3gico significa destoxificar os \u00f3rg\u00e3os que tem predile\u00e7\u00e3o pelo acumulo de toxinas, est\u00e1 \u00e9 a atua\u00e7\u00e3o do Desbloqueio Emocional Magn\u00e9tico &#8211; DEM &#8211; aliviar o sistema l\u00edmbico para que este n\u00e3o ative o sistema nervoso de forma inconsciente na libera\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias que se tornam t\u00f3xicas nos \u00f3rg\u00e3os tecidos e c\u00e9lulas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-178\" src=\"http:\/\/blog.parmagnetico.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/trab-1024x538.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"538\" srcset=\"https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/trab-1024x538.jpg 1024w, https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/trab-1024x538-300x158.jpg 300w, https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/trab-1024x538-768x404.jpg 768w, https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/trab-1024x538-640x336.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Cada um tem uma pr\u00e9-disposi\u00e7\u00e3o distinta para o adoecimento, seja por falta de vitaminas, seja por defici\u00eancias org\u00e2nicas cong\u00eanitas, o que importa \u00e9 que somente um tratamento sutil, leve e sem trauma seria capaz de harmonizar o doente, poupando-lhe energia vital e desbloqueando os n\u00facleos de energia do corpo para que este se cure da melhor maneira poss\u00edvel. Temos a\u00ed o que pode ser chamado de desbloqueio psicossom\u00e1tico ou Desbloqueio Emocional Magn\u00e9tico &#8211; DEM.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Hoje vamos falar da parte cient\u00edfica das emo\u00e7\u00f5es herdadas em outros artigos nos dedicaremos as mais variadas emo\u00e7\u00f5es e suas repercuss\u00f5es em cada \u00f3rg\u00e3os ou sistema<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Veja como as pesquisas mais recentes observam as EMO\u00c7\u00d5ES HERDADAS.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Normalmente compreendemos de onde v\u00eam nossas caracter\u00edsticas f\u00edsicas. Podemos ter os olhos da nossa m\u00e3e ou o queixo do pai. Mas quando se trata de tra\u00e7os de personalidade, tendemos a pensar que eles s\u00e3o nossos. Os psic\u00f3logos v\u00e3o um passo al\u00e9m. Eles v\u00eaem, por exemplo, a ansiedade ou depress\u00e3o, como decorrentes de experi\u00eancias pessoais que nos moldaram. Alguns estudos, no entanto, v\u00e3o ainda mais longe, explicando que certas caracter\u00edsticas s\u00e3o de fato transmitidas pelos pais ou at\u00e9 pelos av\u00f3s.<\/div>\n<div>Neurose, ansiedade, esp\u00edrito aventureiro, podem ser herdados? Essa foi a pergunta nas mentes de dois pesquisadores em 1992. Ent\u00e3o o bi\u00f3logo molecular e geneticista Moshe Szyf e o neurobi\u00f3logo Michael Meaney, ambos da Universidade McGill de Montreal, se encontraram depois de uma confer\u00eancia. Eles come\u00e7aram a discutir caracter\u00edsticas heredit\u00e1rias e Meaney teorizou que certos tra\u00e7os emocionais poderiam ser transmitidos atrav\u00e9s de genes dentro do c\u00e9rebro. Szyf, embora c\u00e9tico, ficou intrigado.<\/div>\n<div>O DNA habita o n\u00facleo das c\u00e9lulas. Desde a d\u00e9cada de 1970, cientistas questionam o que determina a cada c\u00e9lula quais genes ela ir\u00e1 transcrever e descartar outros. Descobriu-se que as mol\u00e9culas do grupo \u201cmetil\u201d destinavam certos genes, marcando-os para a transcri\u00e7\u00e3o. Por causa da descoberta desses grupos met\u00edlicos e sua posi\u00e7\u00e3o, cada um posicionado ao lado de um gene correspondente, o campo da epigen\u00e9tica surgiu. O prefixo grego&nbsp;<b><i>epi<\/i><\/b>&nbsp;significa mais de. Inicialmente, pensava-se que as altera\u00e7\u00f5es epigen\u00e9ticas ocorressem apenas no est\u00e1gio fetal da vida. Com o tempo, os cientistas descobriram que mudan\u00e7as na dieta, exposi\u00e7\u00e3o a certos elementos do ambiente e outros encontros tamb\u00e9m alteravam nosso DNA.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-179 aligncenter\" src=\"http:\/\/blog.parmagnetico.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Doen\u00e7as-heredit\u00e1rias.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"495\" srcset=\"https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Doen\u00e7as-heredit\u00e1rias.jpg 768w, https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Doen\u00e7as-heredit\u00e1rias-300x193.jpg 300w, https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Doen\u00e7as-heredit\u00e1rias-640x413.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/div>\n<div><img><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica da metila\u00e7\u00e3o do DNA. Por Christoph Bock (Instituto Max Planck de Inform\u00e1tica) \u2013 Trabalho pr\u00f3prio, CC BY-SA 3.0<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O que o Prof. Meaney sugeriu foi: um pai que sofreu um trauma poderia ter certas mudan\u00e7as em seu c\u00e9rebro que poderiam levar a mudan\u00e7as epigen\u00e9ticas que seriam transmitidas, habitando os neur\u00f4nios do c\u00e9rebro de seus filhos ou at\u00e9 mesmo seus netos. Esse estado repetitivo trazia um campo totalmente novo, a epigen\u00e9tica comportamental. Isso significa que se voc\u00ea teve um pai ou av\u00f4 que viveu um genoc\u00eddio, uma guerra, viu algu\u00e9m ser assassinado, ou que sofreu um trauma diferente, digamos, nas m\u00e3os de um pai abusivo ou negligente, voc\u00ea carrega tra\u00e7os que poder\u00e3o impactar emocionalmente seus genes.<\/div>\n<div>Um av\u00f4 que foi negligenciado durante a inf\u00e2ncia, por exemplo, pode ter sofrido depress\u00e3o, e assim passou essa predisposi\u00e7\u00e3o adiante. Isso funciona no sentido positivo tamb\u00e9m. Se seu av\u00f4 teve pais amorosos e carinhosos, voc\u00ea obt\u00e9m um impulso gen\u00e9tico no sentido psicol\u00f3gico e comportamental. At\u00e9 onde vai essa influ\u00eancia epigen\u00e9tica? \u00c9 muito dif\u00edcil de analisar, mesmo para os cientistas.<\/div>\n<div>Meaney foi capaz de provar que certos tra\u00e7os emocionais foram transmitidos estudando ratos f\u00eameas e seus filhotes. Ele e seus colegas coletaram dados desde a d\u00e9cada de 1950. Os ratos tratados pelos pesquisadores, por apenas cinco minutos por dia, durante as primeiras semanas ap\u00f3s o nascimento, ficaram mais calmos e menos estressados do que aqueles que nunca foram tratados. Meaney e seus colegas descobriram que isso n\u00e3o se devia ao manuseio humano.<\/div>\n<div>Em vez disso, os ratos-m\u00e3e eram mais propensos a cuidar dos filhotes depois que os humanos os tocavam. Elas tamb\u00e9m permitiam que os filhotes mamassem por mais tempo. Essa aten\u00e7\u00e3o extra resultou em filhotes mais ajustados. Meaney mostrou que quanto mais aten\u00e7\u00e3o um rato infantil recebia, menor era o n\u00edvel de horm\u00f4nio do estresse na vida adulta. Ele disse: \u201cO que t\u00ednhamos feito at\u00e9 aquele momento foi identificar o cuidado maternal e sua influ\u00eancia em genes espec\u00edficos\u201d. Foi depois desse experimento que Meaney conheceu Szyf.<\/div>\n<div><img><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Refugiados, sobreviventes de cat\u00e1strofes e guerras, \u00f3rf\u00e3os. Aqueles que suportam experi\u00eancias dram\u00e1ticas passam as mudan\u00e7as epigen\u00e9ticas para os seus descendentes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O par de cientistas realizou uma s\u00e9rie de experimentos. Eles come\u00e7aram selecionando ratos m\u00e3e altamente atenciosos e aqueles que eram negligentes. Os filhos de m\u00e3es negligentes eram mais ansiosos e facilmente assustados. Os pesquisadores pegaram os filhotes desses ratos na idade adulta e examinaram seus c\u00e9rebros, especificamente o hipocampo. Esta \u00e9 a \u00e1rea que tem a ver com o estresse, a ansiedade e a forma\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias.<\/div>\n<div>Aqueles que tiveram m\u00e3es negligentes tiveram mudan\u00e7as observ\u00e1veis na metila\u00e7\u00e3o dos genes l\u00e1. Essas mudan\u00e7as produziram mais receptores de glicocortic\u00f3ides, que interagem com o horm\u00f4nio do estresse. Mais deles significa uma maior sensibilidade ao estresse. Aqueles com m\u00e3es diligentes n\u00e3o exibiram tais mudan\u00e7as.<\/div>\n<div>Em seguida, Meaney e Szyf levaram um grupo de filhotes criados por m\u00e3es negligentes. Eles injetaram em seus c\u00e9rebros uma droga chamada tricostatina A. Isso remove os grupos metil. Nenhum tra\u00e7o de inseguran\u00e7a visto em suas m\u00e3es foi encontrado neste grupo. Seus c\u00e9rebros foram novamente examinados, e nenhuma mudan\u00e7a epigen\u00e9tica foi encontrada. \u201cFoi como reiniciar um computador\u201d, disse Szyf.<\/div>\n<div>Em um estudo de 2008, a dupla descobriu que ratos m\u00e3e negligentes tinham menos receptores de estrog\u00eanio no c\u00e9rebro. Quando a prole feminina amadureceu, isso resultou em menos receptores de estrog\u00eanio em seus c\u00e9rebros, o que levou \u00e0 neglig\u00eancia de seus pr\u00f3prios filhotes. Meaney e Szyf descobriram o que agora \u00e9 chamado de heran\u00e7a p\u00f3s-natal, ou mudan\u00e7as epigen\u00e9ticas do ambiente que s\u00e3o escritas em nosso DNA, e ent\u00e3o passadas para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o. Estes dois cientistas publicaram 24 artigos sobre o assunto desde ent\u00e3o.<\/div>\n<div>Em seguida, os pesquisadores passaram para os estudos em humanos. Em um estudo de 2008, Meaney e Szyf examinaram os c\u00e9rebros daqueles que cometeram suic\u00eddio e os compararam com os que morreram por outros motivos. Entre os suicidas, os genes neurais no hipocampo mostraram metila\u00e7\u00e3o excessiva. J\u00e1 que seus c\u00e9rebros estavam t\u00e3o metilados, os pesquisadores conclu\u00edram que os indiv\u00edduos suicidas deveriam ter sido abusados quando crian\u00e7as. \u00c9 por isso que algu\u00e9m que teve pais negligentes ou abusivos deve lutar para superar o trauma que sofreu. Grupos met\u00edlicos em seus genes neurais os ligam a sentimentos de ansiedade, desesperan\u00e7a, mal-estar ou preocupa\u00e7\u00e3o. \u00c9 claro que, devido a preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9ticas, examinar os c\u00e9rebros dos seres humanos vivos est\u00e1 fora de quest\u00e3o. O professor Szyf, no entanto, localizou sinais de metila\u00e7\u00e3o epigen\u00e9tica em amostras de sangue.<\/div>\n<div>Em um experimento, Szy e pesquisadores de Yale recrutaram 14 crian\u00e7as russas criadas em um orfanato e outras 14 criadas por seus pais, retirando amostras de sangue para exame. Os \u00f3rf\u00e3os tinham muito mais metila\u00e7\u00e3o do que aqueles que foram criados por seus pais. \u00c1reas do c\u00e9rebro importantes para comunica\u00e7\u00e3o e desenvolvimento cerebral foram as mais afetadas.<\/div>\n<div>O estudo concluiu que a separa\u00e7\u00e3o de pais biol\u00f3gicos causa estresse precoce que afeta o genoma da pessoa a longo prazo. Isso, por sua vez, poderia explicar por que as crian\u00e7as adotadas podem ser mais suscet\u00edveis a danos causados por estilos parentais severos, por parte dos pais adotivos. A coautora do estudo, a psic\u00f3loga Elena Grigorenko, escreveu: \u201cAs crian\u00e7as adotadas podem demandar cuidados muito mais estimulantes para reverter essas mudan\u00e7as na regula\u00e7\u00e3o do genoma\u201d.<\/div>\n<div>A revela\u00e7\u00e3o mais empolgante foi de um&nbsp;<u>estudo realizado no ano passado no hospital Mount Sinai, em Nova York<\/u>&nbsp;32 sobreviventes do holocausto e seus filhos tiveram seus genes analisados. Uma etiqueta de metila\u00e7\u00e3o foi encontrada em um gene relacionado ao estresse em pais e filhos. \u201cAs altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas nas crian\u00e7as s\u00f3 poderiam ser atribu\u00eddas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o do Holocausto nos pais\u201d, disse Rachel Yehuda, pesquisadores-l\u00edderes do estudo.<\/div>\n<div>Mais pesquisas devem ser feitas para entender os processos envolvidos. Como as mudan\u00e7as epigen\u00e9ticas s\u00e3o passadas dos pais para os descendentes ainda permanecem desconhecidas. Embora possamos achar desesperador o fato de nossos pais ou av\u00f3s estarem vivendo em n\u00f3s, o Prof. Yehuda diz que outras marcas de metila\u00e7\u00e3o relacionadas podem nos tornar mais resilientes, o que poderia ser transmitido tamb\u00e9m.<\/div>\n<div>Alguns pesquisadores d\u00e3o um passo adiante. Pode ser que muitas ou mesmo a maioria de nossas tend\u00eancias emocionais e psicol\u00f3gicas, sejam intelectuais ou t\u00e1teis, comunicativas ou quietas, emocionais ou austeras, esquecidas ou possuam uma mem\u00f3ria perfeita, possam todas surgir de mudan\u00e7as epigen\u00e9ticas transmitidas de nossos ancestrais. Al\u00e9m disso, esse avan\u00e7o pode levar a grandes mudan\u00e7as na maneira como tratamos as condi\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas. A ind\u00fastria farmac\u00eautica e pequenas startups de biotecnologia j\u00e1 est\u00e3o \u00e0 procura de compostos, na esperan\u00e7a de lan\u00e7ar a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de medicamentos para transtornos psiqui\u00e1tricos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Cientistas observaram mem\u00f3rias epigen\u00e9ticas sendo transmitidas por 14 gera\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/b><\/div>\n<div>O&nbsp;mais importante&nbsp;conjunto de instru\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que todos recebemos vem do nosso DNA, transmitido atrav\u00e9s de gera\u00e7\u00f5es. Mas o ambiente em que vivemos tamb\u00e9m pode fazer mudan\u00e7as gen\u00e9ticas.&nbsp;No ano passado, pesquisadores descobriram que esse tipo de mudan\u00e7a gen\u00e9tica ambiental pode ser transmitida por 14 gera\u00e7\u00f5es em um animal \u2013 o maior per\u00edodo j\u00e1 observado em uma criatura, neste caso, uma dinastia de nemat\u00f3ides de C. elegans (lombrigas).<\/div>\n<div>Para estudar por quanto tempo o ambiente pode deixar uma marca na express\u00e3o gen\u00e9tica, uma equipe liderada por cientistas da Organiza\u00e7\u00e3o Europ\u00e9ia de Biologia Molecular (EMBO) na Espanha levou vermes nematoides geneticamente modificados que carregam um transgene para uma prote\u00edna fluorescente. Quando ativado, esse gene faz os vermes brilharem sob luz ultravioleta.<\/div>\n<div>Ent\u00e3o, eles fizeram uma altera\u00e7\u00e3o no ambiente para os nematoides, alterando a temperatura de seus recipientes. Quando a equipe mantinha os nematoides a 20\u00b0 C (68\u00b0 F), eles mediam a baixa atividade do transgene \u2013 o que significava que os vermes quase n\u00e3o brilhavam.<\/div>\n<div>Mas ao mover os vermes para um clima mais quente de 25\u00b0 C (77\u00b0 F), eles de repente se acenderam como pequenas \u00e1rvores de Natal, o que significava que o gene da fluoresc\u00eancia havia se torando muito mais ativo. Suas f\u00e9rias tropicais n\u00e3o duraram muito tempo, no entanto. Os vermes foram transferidos de volta para temperaturas mais baixas para ver o que aconteceria com a atividade do gene de fluoresc\u00eancia. Surpreendentemente, eles continuaram a brilhar intensamente, sugerindo que estavam mantendo uma \u2018mem\u00f3ria ambiental\u2019 do clima mais quente \u2013 e que o transgene ainda era altamente ativo.<\/div>\n<div>Al\u00e9m disso, essa mem\u00f3ria foi passada para seus filhos por sete gera\u00e7\u00f5es brilhantes, nenhuma das quais experimentou as temperaturas mais quentes. Os vermes beb\u00eas herdaram essa mudan\u00e7a epigen\u00e9tica atrav\u00e9s dos \u00f3vulos e espermatozoides.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-181 alignleft\" src=\"http:\/\/blog.parmagnetico.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/download-1.jpg\" alt=\"\" width=\"345\" height=\"193\"><\/div>\n<div>A equipe levou os resultados ainda mais longe \u2013 quando eles mantiveram cinco gera\u00e7\u00f5es de nemat\u00f3ides a 25\u00b0 C (77\u00b0 F) e depois baniram seus descendentes para temperaturas mais frias, os vermes continuaram a ter atividade transg\u00eanica mais alta por 14 gera\u00e7\u00f5es sem precedentes. Esses cientistas foram os que observaram pelo maior per\u00edodo a passagem de uma mudan\u00e7a gen\u00e9tica induzida pelo meio ambiente. Normalmente, as mudan\u00e7as ambientais na express\u00e3o gen\u00e9tica duram apenas algumas gera\u00e7\u00f5es.&nbsp;<i>\u201cN\u00e3o sabemos exatamente por que isso acontece, mas pode ser uma forma de planejamento biol\u00f3gico\u201d<\/i>, disse um dos integrantes da equipe, Adam Klosin, da EMBO, e da Universidade Pompeu Fabra, na Espanha.<\/div>\n<div><i>\u201cOs vermes possuem vida curta, ent\u00e3o talvez eles estejam transmitindo mem\u00f3rias de condi\u00e7\u00f5es passadas para ajudar seus descendentes a prever como seria seu ambiente no futuro\u201d<\/i>, acrescentou a co-pesquisadora Tanya Vavouri, do Instituto de Pesquisa de Leucemia Josep Carreras, na Espanha.<\/div>\n<div>H\u00e1 uma raz\u00e3o pela qual os cientistas se voltam para C.&nbsp;<i>elegans<\/i>&nbsp;como um organismo modelo \u2013 afinal, essas 14 gera\u00e7\u00f5es levariam apenas 50 dias para se desenvolver, mas ainda podem nos dar importantes pistas sobre como a mudan\u00e7a gen\u00e9tica ambiental \u00e9 transmitida em outros animais, incluindo humanos.<\/div>\n<div>Existem muitos exemplos desse fen\u00f4meno em vermes e camundongos, mas o estudo da heran\u00e7a epigen\u00e9tica ambiental em humanos \u00e9 um t\u00f3pico muito debatido, e ainda h\u00e1 muita coisa que n\u00e3o sabemos.&nbsp;<i>\u201cOs efeitos herdados em humanos s\u00e3o dif\u00edceis de medir devido aos longos tempos de gera\u00e7\u00e3o e \u00e0 dificuldade em manter registros precisos\u201d<\/i>, afirmou uma recente an\u00e1lise da heran\u00e7a epigen\u00e9tica. Mas algumas pesquisas sugerem que os eventos em nossas vidas podem, de fato, afetar o desenvolvimento de nossos filhos e talvez at\u00e9 de netos \u2013 tudo isso sem mudar o DNA.<\/div>\n<div>Por exemplo, estudos mostraram que tanto os filhos quanto os netos de mulheres que sobreviveram \u00e0 fome holandesa de 1944-45 tiveram maior intoler\u00e2ncia \u00e0 glicose na vida adulta. Outros pesquisadores descobriram que os descendentes de sobreviventes do Holocausto t\u00eam n\u00edveis mais baixos do horm\u00f4nio cortisol, o que ajuda seu corpo a se recuperar ap\u00f3s o trauma.<\/div>\n<div>O estudo de 2017 sobre nematoides \u00e9 um passo importante para entender mais sobre nossa pr\u00f3pria heran\u00e7a epigen\u00e9tica \u2013 especialmente porque ela serve como uma demonstra\u00e7\u00e3o not\u00e1vel de qu\u00e3o duradouros esses efeitos intergeracionais podem ser.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Adriane Viapiana Bossa<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>fontes:<\/div>\n<div><\/div>\n<div><a href=\"http:\/\/science.sciencemag.org\/content\/356\/6335\/320\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/science.sciencemag.org\/content\/356\/6335\/320&amp;source=gmail&amp;ust=1528422306093000&amp;usg=AFQjCNGNXq4G5U-jgMMWG-dRFGA571pvjw\">http:\/\/science.sciencemag.org\/<wbr>content\/356\/6335\/320<\/a><\/div>\n<div><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/scientists-observe-epigenetic-memories-passed-down-for-14-generations-most-animal\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.sciencealert.com\/scientists-observe-epigenetic-memories-passed-down-for-14-generations-most-animal&amp;source=gmail&amp;ust=1528422306093000&amp;usg=AFQjCNFy_f4GM14oy7q2Go1YhCzqBV6iHA\">https:\/\/www.sciencealert.com\/<wbr>scientists-observe-epigenetic-<wbr>memories-passed-down-for-14-<wbr>generations-most-animal<\/a><b><br>\n<\/b><\/div>\n<div><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/science\/2015\/aug\/21\/study-of-holocaust-survivors-finds-trauma-passed-on-to-childrens-genes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.theguardian.com\/science\/2015\/aug\/21\/study-of-holocaust-survivors-finds-trauma-passed-on-to-childrens-genes&amp;source=gmail&amp;ust=1528422306093000&amp;usg=AFQjCNGv0TfsZSPxZy3PA3vzzv5eiGQ-cQ\">https:\/\/www.theguardian.com\/<wbr>science\/2015\/aug\/21\/study-of-<wbr>holocaust-survivors-finds-<wbr>trauma-passed-on-to-childrens-<wbr>genes<\/a><\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este blog \u00e9 apenas um blog educativo. As informa\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os aqui contidos n\u00e3o devem ser interpretados como um diagn\u00f3stico, tratamento, prescri\u00e7\u00e3o ou cura para a doen\u00e7a. Aqueles que buscam tratamento para uma doen\u00e7a espec\u00edfica devem consultar seu m\u00e9dico para determinar o protocolo de tratamento adequado, correto e aceito antes de usar qualquer coisa que \u00e9 divulgado nesta p\u00e1gina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que s\u00e3o Emo\u00e7\u00f5es Herdadas? Estas emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o facilmente descobertas durante a terapia de Desbloqueio Emocional Magn\u00e9tico &#8211; DEM Muito vivenciamos que quando estamos estressados ou cansados nosso sistema imunol\u00f3gico&nbsp;[ &hellip; ]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":177,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-176","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biomagnetismo","col-sm-6"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/176","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=176"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/176\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":796,"href":"https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/176\/revisions\/796"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/177"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.institutoparmagnetico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}