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Biomagnetismo

Campos Magnéticos, Correntes Elétricas e o Papel dos Spins: O que Diz a Ciência sobre os Fundamentos do Biomagnetismo Medicinal?

Por Adriane Viapiana Bossa
Data: 04/01/26

O Biomagnetismo Medicinal é uma prática integrativa que cresce cada vez mais no Brasil e no mundo. Mas para que essa abordagem terapêutica ganhe o espaço que merece na ciência e na saúde pública, é fundamental compreendermos os fundamentos físicos que sustentam seus efeitos. Um dos temas mais importantes — e muitas vezes mal interpretados — diz respeito à interação entre campos magnéticos, correntes elétricas e os sistemas biológicos.

Neste artigo, abordamos a distinção entre campos magnéticos estáticos, campos eletromagnéticos pulsados, e o fascinante papel do spin dos elétrons, com base em princípios da física moderna e neurociência, reafirmando o compromisso do IPM com o rigor técnico e científico.

1. Estimulação Magnética ou Elétrica? O que realmente age sobre o sistema nervoso

Pesquisas em neuroestimulação, como na Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), demonstram que não é o campo magnético em si que modula a atividade cerebral, mas sim a corrente elétrica induzida nos tecidos a partir da variação rápida do campo magnético.

Segundo a Lei de Faraday da Indução Eletromagnética, uma mudança súbita no campo magnético em um meio condutor (como o cérebro) gera correntes elétricas locais que podem ativar ou inibir neurônios, dependendo do padrão de estimulação.

Um campo magnético constante, mesmo que intenso (como no uso de ímãs terapêuticos), não induz corrente elétrica. Portanto, não produz potenciais de ação diretamente.

2. Onde entram os ímãs no Biomagnetismo? A importância dos campos estáticos e dos spins eletrônicos

Se os campos estáticos não geram eletricidade, como atuam no organismo? Aqui entra uma das bases mais elegantes do Biomagnetismo Medicinal: o efeito sobre os spins dos elétrons.

O spin é uma propriedade quântica do elétron que o transforma em um pequeno dipolo magnético — como um ímã em miniatura. Os campos magnéticos estáticos aplicados com ímãs de neodímio modulam o alinhamento desses spins, o que pode afetar:
• O comportamento de radicais livres (moléculas instáveis ligadas ao estresse oxidativo),
• A atividade mitocondrial e o transporte de elétrons na respiração celular,
• O equilíbrio ácido-básico dos tecidos,
• A conformação de proteínas e canais iônicos.

Esses mecanismos não envolvem indução elétrica, mas atuam na base quântica da bioquímica celular, oferecendo uma via de modulação sutil e profunda, compatível com os efeitos clínicos observados em terapias com pares biomagnéticos.

3. Biomagnetismo Medicinal: um campo que integra física, biologia e saúde pública

Ao compreendermos essas bases, conseguimos diferenciar o Biomagnetismo de outras técnicas eletromagnéticas — como a fisioterapia com TENS ou as bobinas pulsadas. No Biomagnetismo Medicinal, utilizamos campos magnéticos estáticos com objetivos terapêuticos baseados na modulação de cargas, spins e equilíbrio bioquímico.

Esse conhecimento está em sintonia com pesquisas de fronteira em bioeletromagnetismo, neurociência e biologia quântica, áreas que reconhecem a importância dos campos sutis e das interações físico-químicas que ocorrem nas células vivas.

4. O Compromisso Científico do IPM

No Instituto Par Magnético, acreditamos que o futuro das terapias integrativas passa por alicerces acadêmicos sólidos, com formação científica, pesquisa aplicada e comunicação responsável. Por isso, investimos em:
Produção científica publicada, como nosso artigo na Revista de Medicina da USP;
Cursos com base técnico-científica, voltados a profissionais de saúde e terapeutas integrativos;

Projetos de regulamentação e inclusão do Biomagnetismo no SUS, em diálogo com conselhos, universidades e associações científicas.

Os campos magnéticos, por si só, não geram bioeletricidade — mas interagem com ela de forma física, química e quântica. Entender essa diferença é essencial para que o Biomagnetismo Medicinal seja compreendido não como prática mística, mas como um sistema terapêutico baseado em leis naturais e evidências emergentes.

O IPM segue comprometido com a construção de uma base científica sólida para o Biomagnetismo — uma ciência que honra o corpo, respeita a física e promove a vida.

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