Por: Dra. Adriane V. Bossa
Data 15/02/2026
O corpo sente o que a mente tenta esquecer
- Ansiedade sem causa aparente.
- Bruxismo.
- Crises de pânico.
- Síndrome do intestino irritável.
- Transtornos alimentares ou digestivos de origem emocional.
Se você ou seus pacientes já passaram por isso, é possível que o verdadeiro gatilho esteja em um lugar pouco observado: o intestino.
E mais especificamente, no modo como ele se conecta com o cérebro por meio do nervo vago e do nervo trigêmeo.
Hoje, a neurociência, a psicologia e a medicina integrativa convergem para afirmar: o intestino sente, armazena traumas e se comunica com o sistema nervoso central.
E esse diálogo pode ser a chave para desbloquear sintomas físicos e emocionais crônicos.
O sistema nervoso entérico: o “segundo cérebro”
O intestino contém uma complexa rede de mais de 100 milhões de neurônios, chamada de Sistema Nervoso Entérico (SNE) — uma estrutura tão complexa que foi apelidada de “segundo cérebro” pelo médico e pesquisador Dr. Michael Gershon.
Esse sistema atua de forma autônoma, mas mantém comunicação direta com o cérebro por meio do nervo vago.
Ele também é o maior produtor de serotonina do corpo humano — neurotransmissor essencial para o bem-estar emocional, o sono, o apetite e o equilíbrio do humor.
Ou seja, quando o intestino está em sofrimento, todo o sistema mente-corpo entra em estado de alerta.
Trauma, desregulação e o papel da teoria polivagal
De acordo com a teoria polivagal, proposta pelo neurocientista Stephen Porges, o nervo vago é o principal mediador das nossas respostas ao estresse, medo e segurança.
Traumas psicológicos — mesmo que antigos ou inconscientes — podem gerar um estado de hiperativação vagal crônica, levando o corpo a permanecer em modo de defesa.
Esse estado afeta a digestão, o metabolismo e a regulação emocional.O sistema nervoso entérico perde sua harmonia e o organismo desenvolve sintomas como:
• Náuseas e distúrbios digestivos
• Intolerâncias alimentares súbitas
• Dores abdominais e inchaço sem causa física
• Cansaço, insônia e irritabilidade
• Ansiedade e estados depressivos
Segundo estudos recentes publicados em revistas como Cell, Nature e Frontiers in Medicine, traumas emocionais modulam diretamente a função intestinal, alterando o equilíbrio da microbiota e a produção de neurotransmissores.
E onde entra o nervo trigêmeo?
Pouco conhecido nesse contexto, o nervo trigêmeo é uma via poderosa de comunicação sensorial com o tronco cerebral.
Quando o intestino envia sinais excessivos — bioquímicos, emocionais ou inflamatórios — o trigêmeo pode ser ativado como um circuito de alarme emocional, gerando:
• Dores faciais e de cabeça
• Espasmos musculares
• Transtornos do sono
• Bruxismo
• Crises de pânico e choro sem motivo aparente
Essa descarga emocional visceral é traduzida pelo trigêmeo como uma ameaça. E o cérebro responde com ansiedade, angústia ou dor.
Para terapeutas: o olhar sistêmico é urgente
Esses dados não são apenas revelações científicas — são um chamado à mudança de paradigma terapêutico.
Profissionais que atuam com abordagens complementares e integrativas, como o Biomagnetismo Medicinal, Bioenergética, Homeopatia e Terapias Frequenciais, precisam observar o paciente de forma integral, compreendendo a interação entre:
• Sistema nervoso central
• Sistema entérico
• Eixo vago-trigêmeo
• Campo energético e memória celular
Como as terapias magnéticas contribuem com esse eixo?
No Instituto Par Magnético, utilizamos recursos como:
• Par Biomagnético Vago–Rim: regulação energética do eixo intestino-cérebro
• Desbloqueio Emocional Magnético (DEM): liberação de memórias e traumas que afetam o SNE
• Bioenergética Avançada: Frequências bioenergéticas de florais e de homeopatias para a reorganização do biocampo emocional
Essas práticas favorecem a regulação do nervo vago, o alívio dos sintomas e a restauração da harmonia neuroemocional e digestiva.
Conclusão: ouvir o intestino é ouvir a alma
A ciência já sabe. A clínica confirma.
E as terapias magnéticas, quando aplicadas com consciência e técnica, amplificam o acesso a uma cura que não é apenas física, mas também emocional e espiritual.
Nem toda ansiedade vem da mente. Às vezes, ela nasce no corpo — mais especificamente, no intestino.
Ouvir o que o corpo grita é o primeiro passo para libertar a alma do que ela calou por tanto tempo.
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Fontes e evidências científicas:
1. Calvani et al. (2018) – Of microbes and minds: A narrative review on the second brain.
Frontiers in Medicine – https://doi.org/10.3389/fmed.2018.00053
2. Kossewska et al. (2022) – Personality, anxiety and SIBO.
IJERPH – https://www.mdpi.com/1660-4601/20/1/93
3. Muller et al. (2020) – Gut-brain circuit via microbiota.
Nature – https://doi.org/10.1038/s41586-020-2474-7
4. Schneider et al. (2023) – Enteric nervous system relays stress to inflammation.
Cell – https://doi.org/10.1016/j.cell.2023.05.001
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