Por: Adriane Viapiana Bossa
Data: 13/09/2026
Se você usa Monjaro, Ozempic ou alguma medicação parecida, provavelmente já sentiu algo difícil de explicar: aquele vazio estranho no estômago que não é fome. Aquela azia que não tinha antes. Aquele arroto sem motivo. E, talvez, uma sensação ainda mais silenciosa — a de que o número na balança desce, mas alguma coisa dentro de você continua olhando no espelho do mesmo jeito de sempre.
Você não está sozinho. E existe um cuidado para isso que quase ninguém está oferecendo.
Uma história que já aconteceu lá fora
Nos Estados Unidos e na Europa, essas medicações já são usadas em massa há quatro, cinco anos. Aqui no Brasil, a história é mais recente — o Mounjaro só chegou às farmácias em junho de 2025. Essa diferença de tempo importa, porque lá fora já dá para ver o “depois”.
E o que se vê não é só sucesso. Especialistas em transtornos alimentares vêm alertando sobre um padrão preocupante: pessoas que já estavam magras continuando a usar a medicação, porque no espelho ainda se enxergam do jeito antigo. Pessoas perdendo peso rápido demais e, junto com a gordura, perdendo força, disposição e resistência — porque uma parte importante do peso perdido nem sempre é gordura. É massa muscular.
Isso não é uma previsão sobre o que vai acontecer no Brasil. É um alerta sobre o que a pressa e o uso sem acompanhamento já mostraram ser possível em outros lugares.
O remédio não é o vilão desta história
E aqui é importante ser justo: o problema não está na medicação em si. Estudos recentes acompanharam pacientes usando essas canetas com orientação adequada — boa quantidade de proteína na alimentação, exercício de força, acompanhamento de perto — e o resultado foi o oposto do que se imagina: a força aumentou, e o risco de fragilidade muscular caiu.
O problema nunca foi a ferramenta. Foi o uso sem equilíbrio. Sem escuta do próprio corpo. Sem uma rede de cuidado ao redor.
Emagrecer o corpo não é a mesma coisa que emagrecer a relação com o corpo
Talvez a parte mais difícil de toda essa jornada não seja física. É continuar se vendo do jeito antigo mesmo depois que o espelho já mudou. É a ansiedade de nunca estar “magro o suficiente”. É o medo de engordar de novo puxando o gatilho para continuar restringindo, mesmo quando o corpo já está pedindo pausa.
São processos diferentes — e um não resolve o outro sozinho.
Onde entram as Práticas Integrativas e Complementares Magnéticas
É exatamente nesse espaço que o Biomagnetismo Emocional e as demais PICMAG (Práticas Integrativas e Complementares Magnéticas) podem apoiar. Não emagrecendo. Não interferindo em nenhuma dose ou prescrição médica. Mas favorecendo o reequilíbrio emocional de quem está nessa travessia — a ansiedade alimentar, o medo, a relação antiga com a comida que a medicação silenciou, mas não resolveu.
E o corpo físico também merece esse cuidado. O desconforto gástrico das primeiras semanas, a sensação estranha de vazio, o cansaço que acompanha a perda de massa muscular — tudo isso pode encontrar apoio em um cuidado que olha para a pessoa inteira, não só para o número da balança.
O equilíbrio que ninguém anuncia
Usar essas medicações quando há indicação médica real, com acompanhamento, é uma escolha legítima que já transformou muitas vidas. O que precisa mudar é o discurso ao redor delas: usar quando necessário, sob orientação, com atenção ao corpo inteiro — músculo, mente, emoção — e não como um atalho isolado que se sustenta sozinho.
As PICMAG não substituem seu médico. Não substituem seu tratamento. Mas podem caminhar junto com você nessa travessia, cuidando exatamente do que a balança não mostra.
Quer entender melhor como isso funciona na prática? Toda quarta-feira, às 19h30, temos aula ao vivo gratuita no Canal Grupo Par Magnético sobre temas como este.
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Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação médica, nutricional ou psicológica.